Sobre o direito de protagonizar – Ricardo Silas

De todas as “regras” de ativismo que já vi nas redes sociais, a mais idiota é a que defende o protagonismo na luta por direitos. Na maioria dos movimentos organizados, a ideia do protagonismo tem ganhado a mesma sobrecarga que um dogma, e, para quem busca maior visibilidade em suas manifestações, a vivência se tornou o ingrediente mais requisitado. Ou seja, cada grupo específico tem o seu estúdio particular, onde as mulheres vítimas do machismo, os negros alvos de racismo e os gays sangrados pela homofobia devem impedir a participação de homens brancos e héteros na militância, por portarem as características biológicas dos opressores.

fonte: http://www.bulevoador.com.br/2015/09/sobre-o-direito-de-protagonizar/