A luta com monstros

Aquele que combate monstros deve tomar cuidado para que ele mesmo não se torne um. E, se olhar muito tempo para o abismo, o abismo te encara de volta.” - Friedrich Nietzsche

Quando vejo alguns ateus militantes lutando contra a religião e todo o lixo que ela descarrega na sociedade percebo que alguns deles já se tornaram monstros semelhantes aos que eles lutam contra. Se tornam tão religiosos quanto os demais. Trocam o culto às divindades espirituais por divindades terrenas e ideológicas.

O abismo se torna ainda maior perante os outros.

Não proponho passividade às mazelas que as religiões e fanatismos possam gerar para a sociedade mas também creio que responder na mesma moeda tornam-os semelhantes com o tempo. Se submetem à mesma prática e acabam participando do mesmo jogo.

Sair em bando - O que me incomoda

Em outro momento  falei sobre não gostar de sair em bando, mas creio que generalizei sem destacar o que realmente me incomoda.

O que me desagrada não é o fato de estar em grupo, creio eu, mas as pessoas que não estão realmente presentes e com um laço de empatia com as demais. Apenas comparecem fisicamente aos lugares sem estarem interessadas nos demais. Vão aos lugares mas não entram em contato aprofundado com o grupo. Pessoas que não cooperam. Pessoas que saem para competir sobre quem fez algo "melhor" ou tem algo "melhor". Pessoas que saem para falar mal dos outros e rirem da desgraça alheia. Pessoas que saem para esquecer seus problemas ou ficarem reclamando e não para compartilhá-los e procurar entendê-los. Pessoas que fogem de si mesmas. Pessoas que buscam o consentimento e acobertamento do grupo para julgar os demais.

Punição e recompensa

É uma pena necessitarmos, ou acreditarmos que necessitamos, de punição e recompensa de alguma autoridade para a prática da moral e da empatia. Crescemos numa sociedade onde há o uso de medo e controle para cooperarmos e vivermos em comunidade.