Sherry Turkle: Connected, but alone?

These days, those phones in our pockets are changing our minds and hearts because they offer us three gratifying fantasies. One, that we can put our attention wherever we want it to be; two, that we will always be heard; and three, that we will never have to be alone. And that third idea, that we will never have to be alone, is central to changing our psyches. Because the moment that people are alone, even for a few seconds, they become anxious, they panic, they fidget, they reach for a device. Just think of people at a checkout line or at a red light. Being alone feels like a problem that needs to be solved. And so people try to solve it by connecting. But here, connection is more like a symptom than a cure. It expresses, but it doesn’t solve, an underlying problem. But more than a symptom, constant connection is changing the way people think of themselves. It’s shaping a new way of being.

The best way to describe it is, I share therefore I am. We use technology to define ourselves by sharing our thoughts and feelings even as we’re having them. So before it was: I have a feeling, I want to make a call. Now it’s: I want to have a feeling, I need to send a text. The problem with this new regime of “I share therefore I am” is that, if we don’t have connection, we don’t feel like ourselves. We almost don’t feel ourselves. So what do we do? We connect more and more. But in the process, we set ourselves up to be isolated.

Geração smartphone

Parece que nossa geração escolheu deixar de viver por completo o que acontece à frente do próprio nariz para viver atrás de uma tela de celular.

Queremos manter contato com várias pessoas virtualmente e deixamos de viver relações profundas no presente com pessoas que estão logo ali à nossa frente.

Queremos saber o que acontece no mundo, não resistindo às notificações que pipocam nos celulares, e mal sabemos o que acontece ali onde estamos.

Queremos registrar os momentos pelos quais estamos passando, seja com fotos ou filmagens, e para isso algumas vezes deixamos de vivê-los por completo, apenas pensando em qual rede social compartilhar e com quem, e quais as melhores paisagens e poses. Queremos em algum momento lembrar desses momentos que nem estivemos tão presentes.

A maçã — Raul Seixas

“Se esse amor
Ficar entre nós dois
Vai ser tão pobre amor
Vai se gastar…

Se eu te amo e tu me amas
Um amor a dois profana
O amor de todos os mortais
Porque quem gosta de maçã
Irá gostar de todas
Porque todas são iguais…

Se eu te amo e tu me amas
E outro vem quando tu chamas
Como poderei te condenar
Infinita tua beleza
Como podes ficar presa
Que nem santa num altar…

Quando eu te escolhi
Para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma
Ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi
Que além de dois existem mais…

Amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro, mas eu vou te libertar
O que é que eu quero
Se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar…

Quando eu te escolhi
Para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma
Ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi
Que além de dois existem mais…

Amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro, mas eu vou te libertar
O que é que eu quero
Se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar…”

Regina Navarro – De frente com Gabi

Regina Navarro – De frente com Gabi:

Regina Navarro Lins é psicanalista e escritora, autora de 11 livros sobre relacionamento amoroso e sexual, entre eles o best seller “A Cama na Varanda” e “O Livro do Amor”. Atende em consultório particular há 39 anos, realiza palestras por todo o Brasil e é consultora e participante do programa “Amor & Sexo”, da TV Globo. Nasceu e vive no Rio de Janeiro.

Monumento a um jovem monolito

Ao completar trinta anos, você ganhará os olhos duros dos sobreviventes. Só verá sua amada na parte da manhã e da noite, só encontrará seus pais de vinte em vinte dias. E quando seus velhos morrerem, você ganhará um dia de folga para soluçar e gritar que deveria ter ficado mais próximo deles. Sorria, você é um jovem monolito e a vida vai ser pedrada. O trabalho é uma grande cadeia e você sentirá muito alívio por ter uma. A cadeia engrandece o homem. E o sangue do dinheiro tem poder. Reze. Reze ajoelhado por uma carreira, dê a sua vida por ela. Viva como todo mundo vive, você não é melhor que ninguém. Porque o dinheiro move montanhas, o dinheiro é a igreja que lhe dará o céu. Sorria, você é um jovem monolito e o mundo é uma pedreira. Eles irão moer você todinho. De brinde, muitos domingos para chorar sua falta de tempo ou operar uma tendinite. Nas terríveis noites de domingo, beba. Beba para conseguir dormir e abraçar mais uma monstruosa segunda-feira. Aquela segunda-feira que deixa cacetes moles e xoxotas secas para sempre. A vida é uma grande seca, mas ninguém sente calor: Nas salas refrigeradas, seus colegas de trabalho fabricam informação e, frios, sonham com o dia dez do próximo mês. Você é o Babaca do Dia Dez, não há como mudar o seu próprio destino. Babaca que acorda assustado, porque ninguém deve atrasar mais de vinte e cinco minutos. Eles descontam em folha e você é refém da folha, do salário, do medo. Ninguém tem o direito de ser feliz, mas você ganhará a sua esmola de seis feriados por ano. E todos nós vamos enfrentar, juntos, um imenso engarrafamento até a praia. Para fingir que ainda estamos vivos. Para mostrar que ainda somos capazes de sentir prazer. Para tomar um porre de caipirinha sentado em uma cadeirinha de praia. É uma grande solução. E você ainda ganhará quinze dias de férias para consertar a persiana, pagar contas, fazer uma bateria de exames. Ninguém quer morrer do coração, ninguém quer viver de coração. Eu não duvido da sua capacidade de vencer: Lembre disso no primeiro divórcio, no primeiro infarto, no primeiro AVC

Roll the Dice by Bukowski

Se você vai tentar, vá com tudo Senão, nem comece. Se você vai tentar, vá com tudo Isso pode significar perder namoradas, esposas, parentes, empregos e talvez a cabeça. Vá com tudo. Isso pode significar ficar sem comer por 3 ou 4 dias Pode significar passar frio num banco de praça Pode significar cadeia, menosprezo, insultos, isolamento. Isolamento é o presente todos os outros são um teste da sua resistência de quanto você realmente quer fazer isso. E você vai fazer Apesar da rejeição e dos piores infortúnios E isso será melhor do que qualquer coisa que você possa imaginar. Se você vai tentar, vá com tudo. Não há outro sentimento como esse. Você ficará sozinho com os deuses e as noites irão flamejar como fogo. Faça, Faça, Faça Vá com tudo, por todos os caminhos Você cavalgará a vida até a gargalhada perfeita essa é a única boa luta que existe.