Emoção ante o abismo
Não vejo propósito algum na vida. Não acredito em deuses ou renascimentos. Não acredito em valores intrínsecos.
Essa perspectiva não me tirou a beleza de ter experiências emocionantes e tocantes, de rir e chorar, de ter empatia pelo próximo e de encontrar o prazer em coisas simples.
Não acredito na dualidade de bom e mau, certo e errado, corpo e alma, razão e emoção.
Não vivo na esperança de um mundo melhor.
Acredito no que sinto e experimento agora sem precipitar-me no abismo das conclusões e respostas. A complexidade, a metamorfose e a dúvida fazem parte da minha vida.