Sede do novo

“O espírito tem sede do novo, um objeto deve substituir o outro… E o que resta no fim, senão a entediante repetição da mesmíssima coisa?” ― Balder, amigo de William Lovell, no romance de Ludwig Tieck.

Pêndulo

“A vida assim oscila, como um pêndulo, da direita para a esquerda, entre o sofrimento e o tédio” ― Schopenhauer

Manto de tédio

“Eu me dizia, assim, que os homens são consumidos pelo tédio. Naturalmente, temos que refletir um pouco para perceber isto ― não é coisa que se veja de imediato. Vamos para cá e para lá sem vê-la, a aspiramos, a comemos, a bebemos, e ela é tão fina que nem sequer range entre nossos dentes. Mas basta pararmos por um momento, e ela assenta como um manto sobre nosso rosto e nossas mãos.

Temos de estar a sacudir constantemente de nós essa chuva de cinzas. É por isso que as pessoas são tão agitadas.” ― George Bernanos, Diário de um pároco de aldeia

Tédio

“Não é o tédio a doença do aborrecimento de nada ter que fazer, mas a doença maior de sentir que não vale a pena fazer nada. E, sendo assim, quanto mais há que fazer, mais tédio há que sentir”. ― Fernando Pessoa, Livro do Desassossego

Nothing

“Why is there nothing rather than something” ― Jean Baudrillard

Sobre o direito de protagonizar – Ricardo Silas

De todas as “regras” de ativismo que já vi nas redes sociais, a mais idiota é a que defende o protagonismo na luta por direitos. Na maioria dos movimentos organizados, a ideia do protagonismo tem ganhado a mesma sobrecarga que um dogma, e, para quem busca maior visibilidade em suas manifestações, a vivência se tornou o ingrediente mais requisitado. Ou seja, cada grupo específico tem o seu estúdio particular, onde as mulheres vítimas do machismo, os negros alvos de racismo e os gays sangrados pela homofobia devem impedir a participação de homens brancos e héteros na militância, por portarem as características biológicas dos opressores.

fonte: http://www.bulevoador.com.br/2015/09/sobre-o-direito-de-protagonizar/

Sherry Turkle: Connected, but alone?

These days, those phones in our pockets are changing our minds and hearts because they offer us three gratifying fantasies. One, that we can put our attention wherever we want it to be; two, that we will always be heard; and three, that we will never have to be alone. And that third idea, that we will never have to be alone, is central to changing our psyches. Because the moment that people are alone, even for a few seconds, they become anxious, they panic, they fidget, they reach for a device. Just think of people at a checkout line or at a red light. Being alone feels like a problem that needs to be solved. And so people try to solve it by connecting. But here, connection is more like a symptom than a cure. It expresses, but it doesn’t solve, an underlying problem. But more than a symptom, constant connection is changing the way people think of themselves. It’s shaping a new way of being.

The best way to describe it is, I share therefore I am. We use technology to define ourselves by sharing our thoughts and feelings even as we’re having them. So before it was: I have a feeling, I want to make a call. Now it’s: I want to have a feeling, I need to send a text. The problem with this new regime of “I share therefore I am” is that, if we don’t have connection, we don’t feel like ourselves. We almost don’t feel ourselves. So what do we do? We connect more and more. But in the process, we set ourselves up to be isolated.

what is real

On Dialogue (Routledge Classics) by David Bohm
— As Chilean biologist Humberto Maturana says, “when one human being tells another human what is ‘real’, what they are actually doing is making a demand for obedience. They are asserting that they have a privileged view of reality.”