sobre empatia – Brené Brown

“Empatia é se conectar com o sentimento que alguém está experimentando, e não com o acontecimento ou a circunstância.”

— Brené Brown em “A coragem de ser imperfeito: Como aceitar a própria vulnerabilidade, vencer a vergonha e ousar ser quem você é pode levá-lo a uma vida mais plena”

sobre criar vínculos – Brené Brown

“Quando paramos de nos importar com o que as pessoas pensam, perdemos a capacidade de criar vínculos. Quando somos moldados pelo que as pessoas pensam, perdemos a vontade de ser vulneráveis. Se ignoramos toda crítica, perdemos um importante feedback, mas se nos sujeitamos à hostilidade dos outros, nosso ânimo será esmagado.”

“adotei duas estratégias adicionais. A primeira é simples: só aceito e levo em consideração comentários de pessoas que também estejam na arena. Se você não está ajudando, não está contribuindo nem está lutando contra seus próprios gremlins, não estou nem um pouco interessada em ouvi-lo. A segunda estratégia é simples. Carrego uma pequena folha de papel em minha carteira com os nomes das pessoas cujas opiniões sobre mim importam. Para estar nessa lista é preciso que você me ame por minhas forças e minhas dificuldades, e seja o que chamo de “amigo-estria”: uma relação que foi expandida e estendida de tal forma que se tornou parte de quem nós somos, como uma segunda pele, e com cicatrizes para comprovar isso.”

— Brené Brown em “A coragem de ser imperfeito: Como aceitar a própria vulnerabilidade, vencer a vergonha e ousar ser quem você é pode levá-lo a uma vida mais plena”

sobre ensinar filhos – Brené Brown

“Quem somos e a maneira como nos relacionamos com o mundo são indicadores muito mais seguros de como nossos filhos serão do que tudo o que sabemos sobre criar filhos. Em se tratando de ensinar as crianças como viver com ousadia na sociedade da escassez, a questão não é tanto “Você está educando seus filhos da maneira certa?”, mas, sim, “Você é o adulto que deseja que seus filhos se tornem um dia?” ”

“Como escreveu Joseph Chilton Pearce: “O que somos ensina mais a uma criança do que o que dizemos, portanto precisamos ser o que queremos que nossos filhos se tornem.” ”

“Se colocarmos de lado a questão de “Quem é melhor?” e descartarmos os parâmetros escolares, como notas, desempenho nos esportes, troféus e conquistas, iremos concordar que o que queremos para nossos filhos é o que queremos para nós mesmos: que sejam capazes de viver e amar intensamente.”

“Um dos melhores conselhos sobre criação de filhos que já recebi veio da escritora Toni Morrison. Ela estava no programa da Oprah, falando sobre seu livro O olho mais azul. A apresentadora mencionou que tinha lido uma passagem bonita a respeito das mensagens que transmitimos quando uma criança entra no cômodo onde estamos e pediu que sua convidada falasse sobre isso. Toni contou que é interessante observar o que acontece quando uma criança entra numa sala. Repare se o rosto dela se ilumina. Quando meus filhos eram pequenos e entravam na sala, eu conferia para ver se tinham fechado a braguilha da calça, se o cabelo estava penteado e se as meias estavam esticadas. (..) Nós achamos que nosso amor e nossa afeição por eles está à mostra porque estamos cuidando deles. Mas não é nada disso. Quando eles nos olham, veem a crítica em nosso rosto e pensam: “O que está errado agora?” (…) Deixe que o rosto expresse o que está em seu coração. Hoje, quando meus filhos chegam, meu rosto diz que eu estou alegre por vê-los. É simples assim.”

— Brené Brown em “A coragem de ser imperfeito: Como aceitar a própria vulnerabilidade, vencer a vergonha e ousar ser quem você é pode levá-lo a uma vida mais plena”

Direito a equivocar-se. Direito a mudar de opinião. Direito a ir embora.

Direito a equivocar-se.
Direito a mudar de opinião.
Direito a ir embora.

“El derecho a equivocarse, el derecho a cometer errores. Pienso que el derecho a equivocarse es fundamental, porque si uno no tiene derecho a equivocarse no tiene cómo corregir los errores porque no tiene cómo verlos. Los sistemas autoritarios jamás se equivocan, porque para equivocarse uno tiene que aceptar que no es autoridad. Tiene que aceptar que no es dueño de la verdad. Por esto el derecho a equivocarse es un derecho fundamental.

El otro derecho que yo agregué, es el derecho a cambiar de opinión. Vivimos un mundo que nos exige ser iguales siempre. Ejemplo: a veces a uno lo acusan: «usted hace 20 años dijo tal cosa, ahora está diciendo algo distinto». Ciertamente dije cosas distintas hace 20 años, algunas de las cuales me alegra haberlas dicho, y otras no. La verdad es que hay ciertas cosas que yo quisiera no haber dicho jamás en mi vida, pero el haberme dado cuenta de que fueron indeseables me permite cambiar de opinión. Pero si el otro no me deja cambiar de opinión, ¿cómo suelto la verdad y acepto mi error? y tengo que soltar una verdad para tener otra. En fin, para moverme en un espacio de respeto al otro necesito no ser dueño de la verdad, y para no ser dueño de la verdad necesito poder cambiar de perspectiva, es decir, necesito poder cambiar de opinión.

El tercer derecho, agregado por mis alumnos, es el derecho a irse. Claro, la convivencia no debe ser una cárcel. Para terminar quiero volver al principio, quiero volver a la mirada que permite verse parte de un sistema de seres que se respetan mutuamente. Pero para respetarse mutuamente, hay que haber vivido en el respeto mutuo. Ese es el comienzo de nuestra historia: una convivencia en el mutuo respeto que añoramos tanto que en algún momento hemos querido recuperar en un acto conspirativo internacional, la declaración de los derechos humanos, veamos si podemos vivir de acuerdo a nuestros deseos.”

Fonte: http://www.conversandoenpositivo.cl/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=1499%3A-nuevos-derechos-humanos-humberto-maturana&catid=47%3Arelaciones-humanas&Itemid=106

meditação – Krishnamurti

“Esta palavra tem sido empregada, tanto no Oriente como no Ocidente, de uma maneira muito lamentável. Há diferentes escolas de meditação, diferentes métodos e sistemas. Certos sistemas ensinam: “Observa os movimentos do dedo grande de teu pé, observa-o, observa-o, observa-o”; outros advogam o ficar sentado numa certa postura, respirando regularmente ou praticando o percebimento. Tudo isso é completamente mecânico. Outro método dá-vos uma certa palavra, e vos diz que, se ficardes repetindo essa palavra, ela vos proporcionará uma certa experiência fundamental, extraordinária. Isso é puro absurdo. É uma forma de auto-hipnose. Se ficardes repetindo indefinidamente Amém ou Hun ou Coca-Cola, é óbvio que tereis uma certa experiência, porque, pela repetição, a mente se aquieta. Esse é um fenômeno bem conhecido, praticado há milhares de anos na índia; chama-se Mantra Ioga. Pela repetição pode-se induzir a mente a tornar-se branda e macia, entretanto ela continua pequenina, vulgar, mesquinha. O mesmo efeito se obteria com apanhar no jardim um pedaço de pau, colocá-lo sobre a lareira, e oferecer-lhe todos os dias uma flor. Daí a um mês o estaríeis adorando, e se deixásseis de depositar uma flor diante dele, isso seria um pecado.

Meditação não é seguir um sistema; não é repetição e imitação constantes. Meditação não é concentração. Um dos truques de certos instrutores de meditação é insistirem em que os seus discípulos aprendam a concentração, ou seja fixar a mente num pensamento e expulsar todos os outros pensamentos. Essa é uma das coisas mais estúpidas e mais maléficas, e qualquer colegial é capaz de fazê-la, se obrigado a tal. Significa que ficais empenhado numa contínua batalha entre a obrigação de vos concentrardes, a um lado, e a vossa mente, a outro lado, que se põe a fugir para outras e variadas coisas – quando, ao contrário, devemos estar atentos a cada movimento da mente, aonde quer que ela vá. Quando vossa mente foge, isso significa que estais interessado em alguma outra coisa.

A meditação exige uma mente sobremodo vigilante; a meditação é a compreensão da totalidade da vida, na qual não existe mais nenhuma espécie de fragmentação. Meditação não é controle do pensamento, porque, quando o pensamento é controlado, gera conflito na mente; mas, quando se compreende a estrutura e origem do pensamento, assunto que já examinamos, o pensamento então não mais interfere. Essa compreensão da estrutura do pensar é sua própria disciplina, que é meditação.

Meditação é estar cônscio de cada pensamento e de cada sentimento, nunca dizer que ele é certo ou errado, porém simplesmente observar e acompanhar seu movimento. Nessa vigilância, compreendeis o movimento total do pensamento e do sentimento. E dessa vigilância vem o silêncio. O silêncio criado pelo pensamento é estagnação, coisa morta, porém o silêncio que vem quando o pensamento compreendeu a sua própria origem, sua própria natureza, compreendeu que nenhum pensamento é livre, porém sempre velho – esse silêncio é meditação, na qual o meditador está de todo ausente, porque a mente se esvaziou do passado.

Se lestes este livro durante uma hora, isso é meditação. Se apenas recolhestes umas poucas palavras e juntastes algumas idéias, para sobre elas refletirdes mais tarde, isso então já não é meditação. Meditação é um estado em que a mente olha todas as coisas com toda a atenção e não apenas com algumas partes dela. Ninguém pode ensinar-vos a prestar atenção. Se algum sistema vos ensina a estar atento, estais então atento ao sistema, e isso não é atenção. A meditação é uma das maiores artes da vida – talvez a maior de todas – mas não se pode de modo nenhum aprendê-la de alguém – e essa é que é a sua beleza. Ela não tem técnica e, por conseguinte, nenhuma autoridade. Quando estais aprendendo a conhecer-vos realmente, quando vos observais, observais vossa maneira de andar, de comer, o que dizeis, vossas tagarelices, vosso ódio, vosso ciúme, se estais cônscio de tudo isso, em vós mesmo, sem nenhuma escolha, isso faz parte da meditação.

Assim, a meditação pode verificar-se quando estais sentado num ônibus ou passeando numa floresta toda de luz e de sombra, ou ouvindo o canto dos pássaros, ou olhando o rosto de vossa mulher ou de vosso filho.”

trecho de: http://www.jiddu-krishnamurti.net/pt/krishnamurti-liberte-se-do-passado/jiddu-krishnamurti-liberte-se-do-passado-15

Cegueira nossa de cada dia

Vivemos na correria.
Os dias passam voando.

Tantas coisas para nos ocuparmos.
Nossas tarefas. Nossos trabalhos. Nossos carros. Nossas casas. Nossos filhos. Nossos sentimentos. Nossos sofrimentos.

O reino em volta do nosso próprio umbigo.
Os outros são os outros, e só.

Queremos saber cada vez menos sobre o que os demais estão passando.
Correríamos o risco de nos envolver e nos sentirmos responsáveis. Que perigo!

Nossa desculpa é que não temos tempo.
Nossa desculpa é que temos medo.

Aos poucos perdemos empatia pelos outros. Nos tornamos estrategicamente distantes e anestesiados.
Não queremos ver aqueles que estão em desgraça e ruína. Nos adaptamos para nos tornarmos cegos diante do sofrimento alheio.

Com muito êxito nos tornamos bestas miseráveis.

o que é o amor?

“Assim, ao perguntardes o que é o amor, podeis ter muito medo de ver a resposta. Ela pode significar uma completa reviravolta; poderá dissolver a família; podeis descobrir que não amais vossa esposa ou marido ou filhos (vós os amais?); podeis ter de demolir a casa que construístes; podeis nunca mais voltar ao templo.

Mas, se desejais continuar a descobrir, vereis que o medo não é amor, a dependência não é amor, o ciúme não é amor, a posse e o domínio não são amor, responsabilidade e dever não são amor, autocompaixão não é amor, a agonia de não ser amado não é amor, que o amor não é o oposto do ódio, como também a humildade não é o oposto da vaidade.”

Trecho extraído de: http://www.jiddu-krishnamurti.net/pt/krishnamurti-liberte-se-do-passado/jiddu-krishnamurti-liberte-se-do-passado-10

Como resolver conflitos

Trechos do vídeo:

“O melhor jeito de evitar conflito é não impor seus valores, mesmo que sejam melhores do que os valores da outra pessoa.”

“Quando lida com pessoas, seja qual for a visão delas, a menos que elas perguntem “o que acha do meu ponto de vista?”, então você pode dar sua opinião.”

“Conflitos acontecem quando uma pessoa não procura pelo seu conselho e você a aconselha.”

“A pergunta é: quão diferente a experiência da pessoa é da sua?”

“O principal que você tem que manter em mente é: outras pessoas vêm de lugares diferentes e veem a mesma coisa que você vê mas a interpretação delas é diferente.
A menos que perguntem: “O que acha que eu deveria fazer?” ”

“Às vezes as pessoas não querem conselhos.
Parem de ficar dando conselhos uns aos outros. Isso produz antagonismo. A menos que elas peçam.”

“Esta é uma forma absoluta?
É uma forma melhor de lidar com as pessoas pois você não pode mudá-las apontando “o seu problema é que não ouve ninguém”. Isso não fará com que ouçam agora.”

o medo de toda manhã

(texto de Alex Castro: https://www.facebook.com/AlexCastroEscritor/posts/673907982667613)

“todo dia, sinto medo.
todo dia, acordo ao lado da pessoa que (mesmo sabendo que é uma ilusão causada pelos feromônios e pela química do meu cérebro) eu sinceramente considero ser a mais incrível, fodona, inteligente, linda, talentosa, etc, que já conheci.
todo dia, penso que estou vivendo uma das melhores fases da minha vida e que nunca fui tão feliz.
todo dia, me bate um medo enorme, agudo, subterrâneo, pulsante de perdê-la e, junto, perder toda a felicidade da minha vida.
todo dia, preciso repetir para mim mesmo que ela não é minha posse e, por isso, não tenho como perdê-la; que ela é um ser humano livre que caminha ao meu lado e que pode parar de caminhar a qualquer momento; que terminar um relacionamento nunca é ruim, pois nunca houve na história relacionamento bom e harmonioso que acabou; que o dono da minha felicidade sou eu e que vou sempre saber ser feliz, com ela, sem ela, com a próxima, sem ninguém.
só então, quando estou convencido, quando o medo diminuiu, quando os batimentos desaceleraram, eu me levanto da cama, escovo os dentes e volto para acordá-la com um beijo de bom-dia.”